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Como realizar a avaliação da vitalidade fetal durante o pré-natal e parto

Imagem mostra a barriga de uma mulher gravida, com uma mão em cima fazendo algum exame.

A avaliação de vitalidade fetal durante o pré-natal e o parto é feita principalmente por médicos obstetras, enfermeiros obstétricos e enfermeiras obstetrizes. Essa análise detecta sinais de sofrimento, permitindo intervenções oportunas que protegem a saúde e a vida do feto, reduzindo os riscos de complicações e óbito intrauterino.

A avaliação de vitalidade fetal é um procedimento clínico imprescindível para garantir a saúde do feto e a segurança da gestante, amplamente recomendada por diretrizes internacionais e sustentada por evidências científicas robustas. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO), o monitoramento do bem-estar durante o pré-natal e o trabalho de parto é fundamental para a detecção precoce de hipóxia e sofrimento fetal, reduzindo a morbimortalidade perinatal. 

Objetivos da avaliação de vitalidade fetal

O principal objetivo da análise de vitalidade é monitorar o bem-estar do feto durante a gestação, especialmente em situações de risco para a mãe e o bebê.

Esse monitoramento permite que sejam tomadas atitudes para prevenir desfechos desfavoráveis, como sofrimento agudo, óbito intrauterino ou complicações neonatais.

A partir dele, é possível acompanhar a resposta do feto às condições clínicas maternas, como hipertensão, diabete, doenças autoimunes, entre outras, que podem comprometer a oxigenação fetal e o desenvolvimento. 

Por meio de exames clínicos e complementares, como cardiotocografia, perfil biofísico e dopplervelocimetria, o profissional avalia padrões de movimentos fetais, frequência cardíaca e fluxo sanguíneo, oferecendo uma visão abrangente do estado de saúde fetal.

Além disso, a análise de vitalidade contribui para a definição do momento mais seguro para o parto, já que, ao identificar sinais de comprometimento, o obstetra pode indicar a interrupção da gestação no tempo adequado, equilibrando os riscos da prematuridade com os riscos de permanência intrauterina.

Métodos clínicos para avaliação da vitalidade fetal

Podemos citar 3 métodos seguros para avaliar a saúde e desenvolvimento do feto, entre eles:

1. Contagem dos movimentos fetais

A contagem dos movimentos fetais é simples, e pode ser realizada pela própria gestante. Ela consiste em observar e registrar os chutes, voltas e movimentos do bebê durante o dia. 

Notar a redução significativa desses movimentos pode indicar sofrimento do feto, indicando uma análise médica imediata. 

Essa técnica valoriza a participação ativa da gestante no acompanhamento da gestação e pode ser especialmente útil em gestações de risco.

2. Palpação abdominal

A palpação abdominal é realizada pelo profissional durante os exames no pré-natal, usada para avaliar o volume de líquido amniótico, a posição e a apresentação, além da mobilidade do feto. 

Essa análise clínica auxilia na detecção de situações como oligo-hidrâmnio ou polidrâmnio e pode sugerir alterações no crescimento ou restrição de movimentos, indicando sofrimento.

3. Ausculta dos batimentos cardíacos fetais

A ausculta, feita com estetoscópio de Pinard ou sonar Doppler portátil, é um método tradicional e importante no pré-natal. 

Ela permite monitorar a frequência e o ritmo cardíaco do feto, identificando bradicardia ou taquicardia, que podem ser sinais de sofrimento. 

Embora seja uma avaliação pontual, fornece informações imediatas sobre o bem-estar do feto no momento da consulta.

Principais sinais e parâmetros observados

É importante ficar atento às seguintes manifestações:

  • Frequência cardíaca fetal (normalidade, bradicardia ou taquicardia);
  • Presença e padrão dos movimentos fetais;
  • Tônus (resistência e flexão dos membros);
  • Volume do líquido amniótico;
  • Acelerações e desacelerações na frequência cardíaca (em exames complementares);
  • Fluxos sanguíneos nas artérias umbilical, cerebral média e ducto venoso (no Doppler).

Avaliação da vitalidade fetal no pré-natal

O pré-natal é essencial para monitorar a saúde da mãe e do bebê durante a gestação, especialmente nos primeiros meses, quando o bebê está em desenvolvimento rápido e é mais vulnerável a problemas. 

Veja como é feita a avaliação em cada caso:

Protocolo em gestações de baixo risco

Nas gestações consideradas de baixo risco, a avaliação costuma ser realizada por métodos clínicos, com a contagem de movimentos fetais feita pela gestante, palpação abdominal e ausculta dos batimentos cardíacos fetais durante as consultas de pré-natal. 

Normalmente, recomendam-se mensais até a 28ª semana, quinzenais até a 36ª semana e semanais a partir daí. Na ausência de sinais de alteração, não há necessidade de exames complementares específicos.

Protocolo em gestações de alto risco

Em gestações de alto risco, como aquelas com hipertensão, diabete, restrição de crescimento intrauterino, antecedentes de óbito, gemelaridade ou outras intercorrências, é indicada uma vigilância mais intensa. 

Além da avaliação clínica, costuma-se incluir exames complementares como cardiotocografia (CTG), perfil biofísico fetal (PBF) e dopplervelocimetria de artérias uterinas, umbilical e cerebral média. 

A frequência dessas avaliações varia conforme o risco, podendo ser semanal ou até duas vezes por semana em casos mais graves.

Frequência recomendada e condutas baseadas em achados

Para gestações de baixo risco, a avaliação clínica é feita a cada consulta. Contudo, nos casos de redução de movimentos percebida pela gestante ou ausculta cardíaca anormal, deve-se encaminhar para avaliação imediata com exames complementares. 

Em gestações de alto risco, recomenda-se cardiotocografia semanal ou duas vezes por semana e perfil biofísico semanal a partir do terceiro trimestre. 

Achados sugestivos para problemas como bradicardia, taquicardia persistente, redução de movimentos, oligo-hidrâmnio ou alteração nos fluxos ao Doppler, indicam necessidade de reavaliação urgente e, dependendo da idade gestacional e da gravidade, antecipação do parto para reduzir riscos ao feto.

Monitoramento fetal durante o trabalho de parto

Durante o trabalho de parto, o monitoramento é feito principalmente por meio da ausculta intermitente ou da cardiotocografia contínua. 

A ausculta intermitente consiste em ouvir os batimentos cardíacos fetais com sonar Doppler ou estetoscópio de Pinard, geralmente a cada 15 a 30 minutos na fase ativa e a cada 5 minutos ou após cada contração durante o período expulsivo, especialmente em gestações de baixo risco. 

Já a cardiotocografia contínua, indicada principalmente em gestações de alto risco ou quando surgem sinais de sofrimento para o feto, permite avaliar constantemente a frequência cardíaca e as contrações uterinas, identificando padrões anormais como desacelerações tardias, variabilidade reduzida ou bradicardia prolongada. 

O objetivo é detectar precocemente sinais de sofrimento agudo, possibilitando intervenção rápida, como mudança de posição materna, suplementação de oxigênio ou até indicação de parto operatório, garantindo maior segurança para o feto e para a mãe.

De modo geral, a avaliação de vitalidade fetal é um componente indispensável do cuidado pré-natal e acompanhamento durante o trabalho de parto, essencial para garantir a saúde e a segurança do feto. 

Por meio da combinação de métodos clínicos simples e exames complementares específicos, é possível monitorar continuamente o bem-estar fetal.

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