O monitor fetal cardiotocógrafo permite a vigilância objetiva da vitalidade fetal por meio da análise da frequência cardíaca e da atividade uterina. Seu uso qualifica a estratificação de risco, orienta a conduta obstétrica e contribui para a segurança materno-fetal em diferentes contextos clínicos.
Na medicina moderna, as decisões clínicas exigem dados confiáveis e interpretação precisa em tempo real. Ao longo do tempo, a tecnologia em obstetrícia evoluiu para oferecer ferramentas capazes de qualificar a vigilância materno-fetal.
O monitor fetal cardiotocógrafo, por exemplo, se tornou indispensável na avaliação do bem-estar fetal e na condução segura do parto. Confira neste artigo mais detalhes sobre este equipamento e suas aplicações.
O papel do monitor fetal cardiotocógrafo na prática obstétrica
O monitor fetal cardiotocógrafo é um equipamento utilizado na prática obstétrica para monitorar os batimentos cardíacos fetais e a atividade uterina, permitindo identificar sinais de sofrimento fetal.
O equipamento funciona por meio de transdutores externos ou internos que registram esses parâmetros de forma contínua. Seu papel é apoiar decisões, aumentar a segurança materno-fetal e orientar a condução adequada do parto.
Principais parâmetros analisados no exame
A interpretação da cardiotocografia fetal (CTG) deve ser sistemática e baseada em critérios padronizados, como os recomendados pela FIGO, ACOG e NICE, para reduzir variabilidade e erros. Os principais passos são:
- Frequência cardíaca fetal basal: média da frequência cardíaca fetal (FCF) em determinado período, sendo um indicador primário de bem-estar fetal.
- Variabilidade da frequência cardíaca fetal: flutuações da linha de base, refletindo a integridade do sistema nervoso central e da oxigenação fetal.
- Acelerações: elevações transitórias da FCF, geralmente associadas a boa vitalidade fetal.
- Desacelerações: quedas transitórias da frequência cardíaca, cuja forma, duração e relação com as contrações auxiliam na identificação de hipóxia ou compressão.
- Atividade uterina (dinâmica uterina): frequência, duração e intensidade das contrações, fundamentais para correlação com as alterações da FCF.
Leia também: Como interpretar gráfico de monitor fetal e reconhecer padrões de normalidade e alerta
Quando o monitor fetal cardiotocógrafo é indicado
O monitoramento fetal é indicado em situações com risco aumentado de hipóxia ou sofrimento fetal.
Além disso, também é necessário em gestações de alto risco incluindo condições como hipertensão gestacional ou pré-eclâmpsia, diabetes pré-gestacional ou gestacional, restrição de crescimento fetal, alterações do líquido amniótico, doenças maternas crônicas e outras.
O equipamento também é fundamental diante da diminuição ou alteração dos movimentos fetais, bem como na avaliação anteparto e intraparto, apoiando a vigilância contínua.
Diferença entre cardiotocografia anteparto e intraparto
A cardiotocografia anteparto é realizada durante a gestação, geralmente a partir do terceiro trimestre, para avaliar o bem-estar fetal em gestações de risco, como gestação prolongada, hipertensão ou restrição de crescimento, com foco na análise da frequência cardíaca fetal e de sua reatividade aos movimentos.
Já a cardiotocografia intraparto é utilizada durante o trabalho de parto, com monitorização contínua do feto diante do estresse das contrações uterinas. A interpretação da variabilidade, das desacelerações e de sua relação temporal com as contrações orienta a identificação de sofrimento fetal agudo e a condução obstétrica.
Principais tipos de monitor fetal cardiotocógrafo disponíveis
Os modelos disponíveis são:
- Cardiotocógrafo externo: utiliza transdutores abdominais para monitorar a FCF e a atividade uterina; usado no pré-natal e no trabalho de parto inicial.
- Cardiotocógrafo interno: emprega eletrodo fetal e cateter de pressão intrauterina, indicado para maior precisão.
- Cardiotocógrafo portátil: compacto e móvel, adequado para triagens e consultórios.
- Cardiotocógrafo com análise computadorizada: integra softwares de interpretação e armazenamento de dados, indicado para exames de maior complexidade.
O Monitor Fetal Cardiotocógrafo F3 EDAN é uma solução de alto desempenho que combina tecnologia avançada, facilidade de uso e design portátil.
Além de monitoramento abrangente (FHR1, FHR2, TOCO, AFM e MFM), ele conta com o Software EDAN CNS Lite, que permite a transmissão de dados em tempo real para um computador, otimizando a gestão clínica.
Além disso, para serviços que acompanham gestações simples ou gemelares com necessidade de maior precisão e capacidade de monitorização simultânea, o Monitor Fetal Materno F6 Express Gemelar 2 US 1 TOCO EDAN também é uma excelente opção.
Esse modelo integra monitorização fetal e materna, painel de visualização ampliado e tecnologias que permitem o acompanhamento detalhado de duas frequências cardíacas fetais simultaneamente, com conectividade hospitalar e armazenamento de dados clínicos importantes, garantindo suporte robusto tanto no pré-natal quanto no intraparto.
Critérios para escolher o equipamento ideal
Pensando nas diferentes rotinas obstétricas é importante avaliar:
- Tipo de atendimento: em serviços de alto risco, a escolha de equipamentos obstétricos com capacidade de análise computadorizada e parâmetros sofisticados (como variabilidade de curto prazo ou algoritmos de interpretação) melhora a avaliação da FCF e a reatividade, apoiada por guias que enfatizam a interpretação estruturada dos traçados no contexto intraparto.¹
- Frequência de uso: em ambientes de alta demanda, os monitores com interface intuitiva, memória interna para exames e maior robustez operacional reduzem interrupções por manutenção e aumentam a eficiência da equipe.
- Ambiente de aplicação: consultórios e triagens ambulatoriais podem utilizar equipamentos portáteis e de fácil configuração. Já maternidades e UTIs neonatais exigem monitores com maior conectividade, registro detalhado e integração ao prontuário eletrônico.
- Portabilidade e mobilidade: bateria de longa duração e design ergonômico facilitam o deslocamento, garantindo continuidade da monitorização e qualidade do sinal.
A escolha do monitor fetal cardiotocógrafo adequado é um fator essencial para garantir a segurança materno-fetal e a confiabilidade da monitorização ao longo do pré-natal e do trabalho de parto. A adequação do equipamento à rotina clínica impacta diretamente a qualidade da avaliação e a tomada de decisão obstétrica.
Monitores precisos e bem ajustados permitem uma leitura mais consistente dos parâmetros fetais e uterinos, contribuindo para uma condução obstétrica mais segura, tanto em atendimentos de rotina quanto em cenários de maior complexidade assistencial.
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Referências
1. Optimizing Fetal Surveillance in Fetal Growth Restriction: A Narrative Review of the Role of the Computerized Cardiotocographic Assessment. Acesso: https://www.mdpi.com/2077-0383/14/19/7010