A monitorização hemodinâmica invasiva e não invasiva exige a adoção de técnicas e equipamentos específicos, indicados para quadro clínicos e objetivos terapêuticos diferentes.
Na prática clínica, a avaliação precisa do estado hemodinâmico é decisiva para o manejo de pacientes críticos ou em situações de risco cardiovascular. Essa análise exige que os profissionais de saúde escolham os métodos de monitorização hemodinâmica invasiva e não invasiva mais adequados.
Essa decisão depende de vários fatores, como o quadro clínico e os objetivos terapêuticos.
Neste artigo, vamos explicar as diferenças entre as técnicas invasivas e não invasivas, suas indicações, as metodologias utilizadas e as tendências que estão moldando o futuro da monitorização hemodinâmica.
O que é monitorização hemodinâmica?
A monitorização hemodinâmica (MH) é o acompanhamento contínuo e sistematizado das variáveis fisiológicas cardiovasculares de um paciente. Esse processo pode ser realizado por métodos invasivos ou não invasivos.
Quais são as diferenças entre monitorização invasiva e não invasiva?
A monitorização invasiva consiste na introdução de dispositivos no corpo, como cateteres arteriais e venosos, que fornecem dados diretos e precisos sobre a função cardiovascular, permitindo uma análise aprofundada do estado hemodinâmico.
Apesar de sua eficácia, essa técnica está associada a riscos como infecções, tromboses e pneumotórax, além de envolver custos mais altos.
Por outro lado, a monitorização não invasiva utiliza equipamentos externos para avaliar o sistema hemodinâmico, dispensando o acesso vascular.
Tem se destacado pela maior segurança e facilidade de aplicação, reduzindo a probabilidade de complicações. No entanto, suas medições tendem a ser menos detalhadas e, em alguns casos, os dispositivos utilizados também apresentam custo elevado.
Qual a diferença entre PAI e PAM?
A Pressão Arterial Invasiva (PAI) e a Pressão Arterial Média (PAM) são parâmetros vitais relevantes na monitorização hemodinâmica, especialmente em contextos de instabilidade clínica.
A PAI consiste na inserção de um cateter diretamente em uma artéria, como a femoral, braquial, radial ou pediosa, permitindo medições contínuas e acuradas da pressão arterial sistólica, diastólica e média. Esse método também viabiliza a coleta de sangue para exames laboratoriais.
A PAM, por sua vez, representa a média da pressão ao longo do ciclo cardíaco e é utilizada para avaliar o estado circulatório de pacientes em condições críticas.
Pode ser obtida tanto por meio da PAI quanto por métodos não invasivos, embora a via invasiva seja mais indicada em casos de instabilidade, por garantir maior precisão e permitir intervenções mais ágeis.
Quais são as principais técnicas e equipamentos usados em cada método?
Os métodos invasivos e não invasivos exigem o uso de técnicas e equipamentos diferentes. Conheça alguns deles a seguir:
Métodos invasivos
Existem várias abordagens invasivas para monitorar o estado hemodinâmico, como a PAI, a Pressão Venosa Central (PVC) e o Cateter de Artéria Pulmonar (CAP).
A PAI é realizada por meio da inserção de um cateter em artérias, conectado a um transdutor de pressão, que fornece leituras contínuas da pressão arterial.
A PVC é medida com um cateter posicionado no átrio direito do coração, monitorando a pré-carga do ventrículo direito. Já o CAP é inserido por uma veia central e posicionado na artéria pulmonar, permitindo a medição das pressões pulmonares e a realização de oximetria.
Além disso, técnicas como a ecocardiografia transesofágica, onde um transdutor é inserido no esôfago, e o doppler esofágico podem ser usadas para avaliar o fluxo sanguíneo e a função cardíaca do paciente.
Métodos não invasivos
A monitorização não invasiva também pode ser realizada por diferentes métodos. Um deles é a medida da Pressão Arterial Não Invasiva (PNI), realizada com esfigmomanômetros digitais ou analógicos.
Ele também inclui a ecocardiografia transtorácica, que utiliza ultrassom para avaliação cardíaca sem a necessidade de acesso vascular.
O fluxo urinário, que reflete a função renal e a perfusão sistêmica, também é monitorado de forma não invasiva por meio da medição do volume de urina excretado.
Técnicas como bioimpedância torácica e biorreatância também são utilizadas para estimar o débito cardíaco por meio de sensores cutâneos.
Saiba também: Como aperfeiçoar a monitorização da profundidade anestésica?
Quais são as vantagens de cada abordagem?
A abordagem invasiva fornece dados em tempo real e altamente precisos sobre o estado hemodinâmico.
Isso garante maior confiabilidade e o torna essencial em casos que exigem acompanhamento contínuo, facilitando a identificação precoce de variações e permitindo ajustes e intervenções terapêuticas imediatas.
Já o monitoramento hemodinâmico não invasivo apresenta um risco muito menor de complicações. Essa abordagem também é mais prática e oferece maior conforto, já que não exige dispositivos invasivos.
Em quais situações clínicas cada tipo de monitorização é indicado?
A escolha entre a opção invasiva e não invasiva depende da gravidade e da necessidade de precisão nos dados obtidos.
Os métodos invasivos são indicados em ambientes de cuidados intensivos e cirúrgicos, onde é necessário um acompanhamento contínuo e preciso das condições do paciente, como unidades de terapia intensiva (UTI).
Já os métodos não invasivos são mais comuns em ambientes ambulatoriais e de cuidados gerais. Isso porque eles são indicados para pacientes com condições menos graves ou que não exigem monitoramento contínuo.
Por isso, eles podem ser usados em situações como avaliações de rotina, acompanhamento de pacientes estáveis, consultórios médicos e exames de saúde preventiva.
Quais são as novas tecnologias e tendências na monitorização hemodinâmica?
A evolução das tecnologias desse seguimento pode ser percebida em três frentes principais: métodos de avaliação, integração de sistemas e análise preditiva.
Nos métodos de avaliação, a tendência é a adoção de técnicas como termodiluição transpulmonar e ecocardiografia point-of-care, que oferecem maior precisão na medição do débito cardíaco em pacientes críticos.
Outro avanço importante envolve a integração de sistemas de monitoramento em um ecossistema aberto, permitindo que dados de diversos dispositivos sejam integrados em uma única plataforma.
Isso elimina silos de informação, proporcionando uma visão mais completa e em tempo real.
O futuro também aponta para o desenvolvimento de algoritmos baseados em inteligência artificial (IA). Eles poderão auxiliar o profissional de saúde a prever e prevenir eventos adversos, comparando o quadro clínico atual com milhares de casos semelhantes.
Por exemplo, o Monitor Edan IX10 se destaca pela tela sensível ao toque de 10,1″, alta resolução e design silencioso, sem ventilador. Monitora múltiplos parâmetros com precisão e oferece integração com sistemas hospitalares via HL7.
Já o Monitor Edan X12 combina versatilidade e custo-benefício, com tela de 12,1″, armazenamento de tendências e design modular. Ideal para UTIs, permite expansão de funcionalidades conforme a necessidade clínica.
Essa abordagem orientada por dados está criando uma nova era na medicina intensiva, onde a análise de grandes volumes de dados complementa a abordagem tradicional.
Acompanhar essas tendências e investir em tecnologias de MH de última geração é fundamental para melhorar a precisão diagnóstica e garantir a segurança do paciente.
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