Em situações de emergência, a aspiração de secreções das vias aéreas pode salvar vidas, mas exige técnica e cuidado para evitar complicações.
Imagine a seguinte cena: um paciente chega à emergência com dificuldades respiratórias graves.
Ele não consegue expelir secreções sozinho, a respiração está comprometida e cada segundo conta.
Nesses momentos, um procedimento simples, mas essencial, pode ser a diferença entre a vida e a morte: a aspiração das vias aéreas.
Em situações críticas, a presença de secreções excessivas, vômitos ou até sangue pode bloquear a passagem do ar, colocando a vida do paciente em risco.
Por isso, contar com um sistema de aspiração eficiente é fundamental para garantir que a ventilação aconteça de forma adequada e segura (SciELO Brasil).
O que torna a aspiração tão importante?
A aspiração eficaz ajuda a evitar complicações respiratórias graves, como hipoxemia e atelectasia, permitindo que o paciente continue respirando sem obstruções. Além disso, ela:
- Evita a hipoxemia: Removendo secreções que impedem a ventilação pulmonar.
- Previne a aspiração pulmonar: Reduzindo o risco de pneumonias aspirativas, comuns em pacientes inconscientes ou intubados.
- Mantém as vias aéreas desobstruídas: Permitindo uma ventilação eficaz e prevenindo colapsos respiratórios (SciELO Brasil).
Os riscos da aspiração e como evitá-los
Embora seja um procedimento essencial, a aspiração precisa ser feita com cautela. Se realizada de maneira inadequada, pode trazer riscos sérios ao paciente.
Vamos entender alguns desses desafios e como evitá-los.
1. Hipoxemia e Hipóxia
Secreções demais são um problema, mas removê-las de forma abrupta ou excessiva pode levar a uma redução perigosa dos níveis de oxigênio no sangue. Para evitar esse risco:
- Pró-oxigene o paciente antes da aspiração, principalmente em casos mais graves.
- Limite a duração do procedimento a no máximo 10 a 15 segundos por tentativa.
- Monitore a saturação de oxigênio continuamente para garantir segurança (ACM).
2. Lesões na Mucosa Traqueal
A sucção feita com pressões inadequadas pode machucar as vias aéreas, causando sangramentos e ulcerações. Para prevenir lesões:
- Regule a pressão do vácuo entre 80 a 120 mmHg para aspiração endotraqueal (ACM).
- Escolha cateteres adequados ao tamanho da via aérea do paciente.
- Aplique sucção de forma intermitente e giratória, minimizando o impacto no tecido.
3. Infecções e Contaminação Cruzada
A aspiração inadequada pode expor o paciente a bactérias, aumentando o risco de infecções respiratórias, como a pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV). Para evitar esse problema:
- Opte por sistemas fechados de aspiração, reduzindo a exposição ao ambiente.
- Realize a troca regular de filtros e reservatórios dos equipamentos de sucção.
- Siga protocolos rigorosos de higiene, como lavar as mãos e usar EPIs durante o procedimento (SciELO Brasil).
4. Bradicardia Reflexa
A estimulação do nervo vago durante a aspiração pode diminuir a frequência cardíaca, um risco maior em pacientes pediátricos. Para evitar complicações:
- Monitore a frequência cardíaca do paciente durante o procedimento.
- Evite sucção prolongada ou excessivamente profunda.
- Interrompa a aspiração imediatamente caso o paciente apresente sinais de instabilidade (ACM).
Como tornar a aspiração mais segura e eficaz?
A segurança do paciente sempre vem em primeiro lugar. Para garantir um procedimento eficaz e minimizar riscos, algumas práticas são fundamentais:
- Avaliar previamente o paciente para determinar a real necessidade da aspiração.
- Utilizar cateteres flexíveis e do tamanho adequado.
- Limitar o tempo de aspiração para evitar hipóxia e bradicardia.
- Monitorar continuamente os sinais vitais antes, durante e após o procedimento.
- Capacitar a equipe de saúde com treinamentos e atualizações constantes.
Askir 118: uma solução prática para emergências
Em um ambiente de emergência, o tempo é um fator decisivo. Por isso, contar com um equipamento confiável e eficiente faz toda a diferença.
O aspirador de secreções Askir 118 se destaca como uma solução portátil e de alto desempenho, proporcionando rapidez e segurança no atendimento.
O que faz o Askir 118 ser tão eficiente?
- Alto desempenho de sucção: Fluxo de 36 litros por minuto para remoção eficaz de fluidos.
- Pressão ajustável: Permite controle preciso da sucção, alcançando até -0.75 bar.
- Portabilidade e praticidade: Design leve (2,5 kg) e compacto (35 x 15 x 19 cm), ideal para transporte e uso em ambulâncias.
- Reservatório de segurança: Capacidade de 1 litro com sistema anti-transbordamento.
- Bateria integrada e suporte para ambulâncias, garantindo funcionamento mesmo em deslocamento.
Cada segundo conta
Seja em uma sala de emergência, em uma ambulância ou no atendimento pré-hospitalar, a rapidez e a precisão no cuidado com o paciente são cruciais.
Ter um aspirador cirúrgico potente e confiável pode ser a chave para salvar vidas.
O Askir 118, da CAMI, é a escolha ideal para profissionais que precisam de eficiência, segurança e mobilidade na aspiração de secreções.
Quando cada segundo importa, contar com um equipamento de qualidade faz toda a diferença.
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Referências
- Lopes, F. M., & López, M. F.. (2009). Impacto do sistema de aspiração traqueal aberto e fechado na incidência de pneumonia associada à ventilação mecânica: revisão de literatura. Revista Brasileira De Terapia Intensiva, 21(1), 80–88. https://doi.org/10.1590/S0103-507X2009000100012
- Martins, Renata & Nunes, Paula & Xavier, Pedro & Wittkopf, Priscilla & Schivinski, Camila. (2014). Aspiração traqueal: a técnica e suas indicações. Arquivos Catarinenses de Medicina. 43. 90-96.