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Cardioversor e desfibrilador: diferenças técnicas, aplicações e critérios de escolha

Pessoa deitada sendo reanimada com um desfibrilador.

O cardioversor e desfibrilador são equipamentos médicos que utilizam impulsos elétricos para tratar distúrbios cardíacos, mas apresentam funcionamentos e indicações diferentes. 

As doenças cardiovasculares (DCV) são a principal causa de morte no Brasil, representando uma grave preocupação para a saúde pública.

O investimento em prevenção e na redução de fatores de risco é fundamental para diminuir esses índices alarmantes, assim como o atendimento rápido em casos de arritmias graves.

A cada minuto sem ressuscitação cardiopulmonar (RCP), uma vítima de parada cardiorrespiratória (PCR) perde entre 7% e 10% da chance de sobreviver, segundo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

O Cardiômetro, ferramenta da SBC que monitora óbitos por DCV, aponta que mais de 75 mil brasileiros faleceram em decorrência dessas enfermidades somente no primeiro trimestre de 2025.

Para que a RCP seja eficaz, é imprescindível o uso de um equipamento adequado: o desfibrilador, que muitas vezes é confundido com o cardioversor.

Neste artigo, explicaremos as diferenças entre cardioversor e desfibrilador, suas aplicações clínicas e como escolher o equipamento mais adequado para atender às necessidades ambulatoriais e hospitalares.

O que são um cardioversor e desfibrilador?

Os cardioversores e os desfibriladores são equipamentos médicos que utilizam impulsos elétricos para tratar distúrbios cardíacos. Ambos empregam esses impulsos para restaurar o ritmo normal do coração, mas suas aplicações e modos de atuação são diferentes.

Como esses equipamentos funcionam? 

Os desfibriladores emitem um choque de alta energia que despolariza simultaneamente todas as células do músculo cardíaco, interrompendo a atividade elétrica desorganizada. Isso permite que o nó sinusal (o marca-passo natural do coração) reassuma o controle e restabeleça o ritmo normal.

Já o cardioversor emite um choque sincronizado com o ritmo cardíaco do paciente, corrigindo a frequência sem interromper completamente a atividade elétrica do coração. 

O impulso é aplicado no momento exato da onda R (período refratário do complexo QRS). Esse ajuste garante que a intervenção seja precisa e segura.

Além disso, os profissionais de saúde podem configurar o aparelho para emitir impulsos elétricos automaticamente quando os sinais vitais atingirem um limite pré-determinado.

Qual a diferença entre cardioversor e desfibrilador? 

Os cardioversores e desfibriladores têm funções distintas no tratamento de distúrbios cardíacos. O desfibrilador é utilizado em pacientes em PCR, quando é necessário restaurar o ritmo do coração imediatamente. 

Ele aplica um choque elétrico não sincronizado, ou seja, a corrente elétrica é liberada a qualquer momento, independentemente do ciclo cardíaco do paciente.

Por outro lado, o cardioversor é indicado para casos de taquicardia e instabilidade hemodinâmica, situações em que ainda há tempo para uma intervenção controlada. 

Nesse caso, a corrente elétrica é emitida de modo sincronizado com o ciclo cardíaco do paciente, garantindo que o choque seja aplicado no momento exato da onda R.

Saiba também: Tipos de desfibrilador: quais são e para que serve cada modelo?

Em quais situações um cardioversor é usado em comparação a um desfibrilador?

O cardioversor é utilizado em pacientes com arritmias graves que, embora não sejam imediatamente fatais, causam instabilidade hemodinâmica ou apresentam risco iminente de parada cardíaca. Isso inclui casos como fibrilação atrial e taquicardia ventricular com pulso.

Em compensação, o desfibrilador é indicado para situações de emergência, quando há risco iminente de morte devido a arritmias graves ou PCR.

Quais são os tipos de desfibriladores?

Os desfibriladores podem ser classificados de acordo com diferentes características, como o formato da onda e o tipo de aplicação. As variações mais conhecidas estão relacionadas ao modo de operação e funcionalidade do aparelho. Confira os principais modelos a seguir:

  • Desfibrilador externo automático (DEA): analisa automaticamente o ritmo cardíaco e aplica um choque, se necessário. É indicado para atendimento pré-hospitalar em locais públicos e privados, equipes de primeiros socorros e resgate, e emergências;
  • Externo semiautomático: exige que o operador tome a decisão de administrar o choque após a análise do ritmo cardíaco. Indicado para profissionais de saúde treinados em atendimento de urgência, como aqueles que atuam em ambulâncias e unidades móveis;
  • Manual: oferece controle total sobre a seleção de energia, sincronização e aplicação. É um equipamento de uso exclusivo para profissionais de saúde qualificados, sendo indicado para hospitais, UTIs e centros cirúrgicos, onde é utilizado no atendimento avançado de paradas cardíacas;
  • Cardioversor-Desfibrilador Implantável (CDI): dispositivo implantado no paciente, responsável por monitorar continuamente o ritmo cardíaco e aplicar choques quando necessário. É indicado para a prevenção primária e secundária de morte súbita cardíaca;
  • Externo vestível (WCD – Wearable Cardioverter Defibrillator): utilizado como proteção temporária para pacientes em risco de arritmias graves, mas que ainda não têm indicação definitiva para um CDI implantável.

Quais critérios considerar ao escolher um cardioversor ou desfibrilador?

Por serem equipamentos semelhantes, a escolha entre um cardioversor e um desfibrilador exige atenção a diversos critérios. Para garantir que o modelo selecionado atenda às necessidades clínicas do seu serviço, é preciso considerar alguns fatores antes da decisão.

Os desfibriladores externos automáticos (DEA) i3 e i5, por exemplo, se destacam pela alta tecnologia, design compacto e facilidade de uso, sendo ideais para emergências cardíacas em diversos ambientes. 

O modelo i3 oferece operação intuitiva, comandos de voz claros e análise precisa do ritmo cardíaco. Já o DEA i5 agrega recursos avançados, como conectividade para monitoramento remoto e maior autonomia da bateria. 

O primeiro passo é definir onde o aparelho será utilizado (em hospitais, clínicas, ambulâncias ou locais públicos) e quais pacientes serão atendidos.

Para ambulâncias e equipes médicas, por exemplo, os modelos semiautomáticos ou manuais são mais indicados, já que permitem maior controle sobre a desfibrilação. 

Já em hospitais e UTIs, o ideal é optar por um desfibrilador manual, que possibilita ajustes detalhados de energia e sincronização para cardioversão.

O ambiente de uso também deve influenciar na definição de outros aspectos importantes do aparelho, como portabilidade, funções, bateria e manutenção. Além disso, é importante avaliar o custo-benefício, considerando o preço de compra e os custos de manutenção. 

Outra dica importante é priorizar equipamentos registrados e certificados por órgãos reguladores, que atestam a segurança e eficiência do equipamento. 

E para garantir a qualidade desses equipamentos e o suporte necessário durante o processo de compra, é fundamental adquirir esse tipo de aparelho de fornecedores confiáveis e com credibilidade no mercado.

A MA Hospitalar é referência no fornecimento de equipamentos e insumos médico-hospitalares. Com mais de 20 anos de experiência, oferecemos as melhores soluções para hospitais, clínicas e serviços de emergência em todo o país!

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